Hum... já sinto o velho perfume da naftalina sob o ambiente... sim, é o roupeiro.
Um roupeiro para roupas peculiares... às demais, (refiro-me às alfardas) abrigam-se no velho guarda roupas ao lado da lareira.
Por falar nisso, tenho reparado muitas coisas ao longo dos tempos... Tudo muda, mas o que realmente é necessário permanece.
A velha lareira dEle, deu lugar ao novo aquecedor à gás. No velho guarda roupas, jazem somente algumas peças. As demais temo dizer que já não estão mais lá... Acho que mudaram-se para o closet da madame, ao lado do banheiro.
As peças de gala continuam sempre lá... no roupeiro. Lá é que me escondo durante o dia e salto-me para os corpos durante à noite. Porque só o que realmente é necessário permanece.
Desculpe querido leitor se posso estar transformando minhas memórias em simplesmente num alfarrábio... creio que não é a intenção.
Hoje me deu vontade de falar do meu canto, do meu lar... Talvez um tanto pouco contraditório ao que me predispus à narrar... creio que a visão de dentro do roupeiro não é tão “de cima” assim... Todavia é uma boa visão.
Está na hora de ir... Ele já vai arrojar-se.Lapela, C.

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