quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O botão!

Vejam só quem já está marcando presença... os nossos queridos inquilinos, os botões. Criaturas mais adoráveis e bizarras que já conheci...
Vejam só que paradoxo... Enquanto eles são feitos de plástico e duros como ossos, sou aparado pelos mais nobres e macios tecidos...
Eles possuem casas de sobra para hospedar outros e mesmo assim necessitam desse terno para fincarem...
São triplos de um, enquanto apenas dois realizam o serviço. (e não me perguntem por que o paletó possui três desses e Ele só usa dois... vai entender!)
Depois, por mais simples que sejam, possuem uma tarefa indispensável... e por mais elegantes que sejam, não passam de meros botões...
São agradáveis... espetaculares para ser mais cordial.
Depois não posso negar, fazem um favor imenso a este pobre lapela. Une as minhas extremidades dando uma sensação tão boa de frescor... tudo fica mais doce, mais formidável... ajudam a manter o bom decoro da veste.
Queridos botões vocês são hilários... e compreensivos.
Só uma única coisa que me faz ficar constrangido em tê-los por aqui... São os únicos que não ouvem... não possuem vida própria de fato. Porém, são os únicos à quem Eles dirigem palavras... afinal, quem nunca falou com os próprios botões?

Lapela, C.

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