segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O lenço...

Bem, vejo que já é hora de arrumar-me. Sair da baixa visão de um roupeiro e subir os andaimes...
Ele já pôs a camisa, lucrou pouco com a gravata... hum... estão combinando. E por fim... zup! Pronto.
Vestiu o paletó... e eu, estou aqui... sobre seus ombros. Ainda nem saímos, mas já posso sentir o deleitar dos elogios: “Nossa, sua elegância está transbordando hoje.” “Olha, hoje você cerrou os olhares... parabéns!”.
Sim, claro Sr. Não vá esquecer do lenço à sua reserva cosida no peito. Lenços pretos... isso... camisa preta, gravata prata... lenços pretos... um encanto.
Só não encho-me de pesar por ele, porque sei o meu lugar. Onde estou, tenho uma visão mais salientar. É fato que muitos olhares te vêem..., te tocam... mas somente eu, sou fundamental neste passeio.
Creio que será uma noite fascinante.

Lapela, C.

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